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Quanto da carne o Brasil exporta e quanto fica

Razão exportado ÷ produção por trimestre, do IBGE e do ComexStat

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Fonte conferida há 22 h 21/09/2026 00:45 dado mais recente: 2º tri/2026 fonte trimestral · mensal · anual
Suína — exportado sobre a produção
23,2%
▼ 2,8% vs. mesmo trimestre do ano anterior
no 2º tri/2026
Ficou no país
76,8%
da produção do trimestre, em proporção
Produção no trimestre
1,5 mi t
peso de carcaça (IBGE)

Produção e exportação por trimestre

Produção em peso de carcaça (IBGE) e exportação em peso de produto (ComexStat) — réguas diferentes, por isso as duas aparecem como séries separadas e NÃO subtraídas uma da outra. A leitura confiável é a razão entre elas, no gráfico abaixo.

Quanto da produção foi exportado (%)

Esta é a leitura mais confiável do painel: sendo uma razão entre as duas séries, o efeito da diferença de unidade é praticamente constante e a TENDÊNCIA fica limpa.

Disponibilidade interna por trimestre — Suína (10 trimestres)
TrimestreProdução (t carcaça)Exportação (t produto)Importação (t produto)Exportado (%)
2º tri/2026 1.502.751 348.056 506 23,2
1º tri/2026 1.427.842 335.747 485 23,5
4º tri/2025 1.411.496 336.726 347 23,9
3º tri/2025 1.490.124 354.400 429 23,8
2º tri/2025 1.421.668 338.725 210 23,8
1º tri/2025 1.333.112 291.646 46 21,9
4º tri/2024 1.326.399 318.430 0 24,0
3º tri/2024 1.402.998 332.852 0 23,7
2º tri/2024 1.337.085 282.152 0 21,1
1º tri/2024 1.292.416 246.903 0 19,1

Fonte dos dados

Periodicidade trimestral · coletado em 19/09/2026 (19/09/2026 00:00)
Como este número é apurado

Cabeças abatidas e peso total das carcaças sob inspeção (federal, estadual e municipal somadas), por trimestre. Bovinos vêm da tabela 1092, suínos da 1093 e frangos da 1094 — as três com a mesma estrutura de variáveis (284 = animais abatidos, 285 = peso das carcaças).

Periodicidade mensal · coletado em 05/09/2026 (05/09/2026 00:15)
Como este número é apurado

Exportação do capítulo 02 da NCM (carnes e miudezas comestíveis), somada por espécie a partir do código da mercadoria: bovina = NCM 0201 e 0202, suína = 0203, aves = 0207 e as demais posições entram em "outras". O preço médio sai de US$ FOB ÷ kg líquido do próprio período — não é média de médias. Importação do capítulo 02 da NCM (carnes e miudezas comestíveis), somada por espécie a partir do código da mercadoria, mês a mês. Entra no cálculo do consumo interno, que soma o que o país importou ao que produziu.

Periodicidade anual · coletado em 29/08/2026 (29/08/2026 00:45)
Como este número é apurado

Estimativa da população residente no Brasil publicada pelo IBGE para 1º de julho de cada ano. É o divisor do consumo per capita — o mesmo critério que a indústria usa.

A atualização é automática: um processo diário busca cada fonte oficial e grava o que ela publicou. A DBF não estima, não projeta e não ajusta número nenhum — o que está aqui é o que a fonte divulgou, com a data em que foi buscado.

Como esta conta é feita

A página mostra a RAZÃO entre o que foi exportado e o que foi produzido no mesmo trimestre. A produção é o peso das carcaças apurado pelo IBGE na Pesquisa Trimestral do Abate; a exportação e a importação vêm do ComexStat (capítulo 02 da NCM), somadas por espécie a partir do código da mercadoria. Como o abate é trimestral e o comércio é mensal, os meses são agrupados nos mesmos trimestres antes da divisão — comparar mês com trimestre faria a exportação parecer um terço do que é.

Exportado sobre a produção (%) = exportação do trimestre ÷ produção do trimestre × 100

Exemplo resolvido

Um trimestre com 2,63 milhões de toneladas de carcaça bovina produzidas e 701 mil toneladas exportadas.

  1. 701.394 ÷ 2.634.899 = 26,6% da produção do trimestre foi exportada
  2. Ou seja: 73,4% ficou no país, em proporção da produção
  3. A série mostra essa razão subindo de 21,7% para 32,1% e voltando a 26,6% — é a tendência que interessa, e ela é confiável
Se a exportação sobe e a produção não, a razão sobe: sobra proporcionalmente menos carne para o mercado interno, e o preço no balcão sente isso antes de qualquer índice.

Erros comuns

  • Tentar transformar a razão em quilos por pessoa: para isso seria preciso converter a exportação para equivalente-carcaça, e essa conversão exige um fator de rendimento que esta página não aplica.
  • Comparar exportação MENSAL com produção TRIMESTRAL: as duas séries têm periodicidade diferente e precisam ser agrupadas no mesmo período.
  • Ler a razão como consumo: ela mede o quanto da produção saiu do país, não o quanto cada brasileiro comeu.
  • Somar peso de carcaça com peso de produto: são réguas diferentes, e é justamente por isso que aqui elas só aparecem como séries separadas e como razão.
  • Esquecer que um trimestre com o comércio ainda incompleto fica fora do gráfico — senão o último ponto daria um salto falso.

Glossário

Exportado sobre a produção
Quanto da carne produzida no trimestre foi embarcada para fora, em proporção. É a métrica desta página.
Peso de carcaça
Peso do animal abatido depois da sangria, esfola e evisceração — é como o IBGE mede a produção.
Peso de produto
Peso do que efetivamente foi embarcado, muitas vezes desossado — é como o ComexStat mede o comércio.
Equivalente-carcaça
Conversão do peso de produto para o peso de carcaça correspondente, com um fator de rendimento por espécie. É como a indústria publica o consumo per capita; esta página não aplica fator porque não o mede.

Perguntas frequentes

Por que a página não mostra o consumo por pessoa?

Porque o número sairia errado. O per capita exige subtrair a exportação (medida em peso de produto, boa parte desossado) da produção (medida em peso de carcaça) e dividir pela população. Sem converter uma das duas para a mesma régua, o resultado fica bem acima do real — chegamos a mostrar ~36 kg/ano de carne bovina quando o setor publica ~26 kg em equivalente-carcaça. Preferimos tirar o número a mantê-lo com uma ressalva.

E por que a razão é confiável se as unidades são diferentes?

Porque o efeito da diferença de unidade é praticamente o mesmo em todos os trimestres, então ele se cancela na divisão. O nível absoluto da razão embute esse viés, mas a VARIAÇÃO ao longo do tempo — que é o que se usa para decidir — fica limpa.

Onde vejo os números crus?

Na tabela, com produção, exportação e importação exatamente como cada fonte publica, sem nenhuma conta nossa em cima. Você pode copiar ou baixar em CSV e aplicar o fator de conversão que a sua empresa usa.

Serve para carne bovina, suína e de aves?

Sim, e o seletor de espécie recalcula tudo: produção da tabela do IBGE correspondente e comércio exterior pelas NCM daquela espécie. Não existe a opção "todas" porque somar carcaça de boi com carcaça de frango não significa nada.

De onde vêm estes números?

De fontes públicas oficiais: IBGE (Pesquisa Trimestral do Abate), ComexStat do MDIC (exportação) e Banco Central (câmbio). Cada bloco da página mostra a fonte, o link para conferir e quando o dado foi coletado pela última vez.

Com que frequência atualiza?

Uma vez por dia, automaticamente. Como as estatísticas são mensais (comércio exterior) e trimestrais (abate), o que muda de um dia para o outro é a chegada de um período novo — e ele entra sozinho.

Posso usar estes dados num relatório ou proposta?

Pode, citando a fonte original (que está indicada em cada bloco). A DBF apenas organiza e apresenta o dado público; a estatística é do IBGE, do MDIC e do Banco Central.

Por que o número aqui difere de outra publicação?

Quase sempre por causa do recorte: período (mês fechado × acumulado), abrangência (só inspeção federal × todas as inspeções) ou agrupamento de produtos. A metodologia usada aqui está descrita em cada painel, para você comparar recorte com recorte.

Razão calculada por esta página a partir de dados públicos: produção do IBGE (peso de carcaça) e comércio exterior do ComexStat/MDIC (peso de produto). As duas séries usam unidades diferentes, e é por isso que aqui elas aparecem separadas e como proporção, nunca subtraídas. A página NÃO publica consumo per capita, porque isso exigiria um fator de conversão que a DBF não mede. Indicadores de mercado montados sobre dados públicos oficiais (IBGE, ComexStat/MDIC e Banco Central), com a fonte e a data de coleta indicadas em cada bloco. Estatística é da fonte citada; a organização e a leitura são da DBF. Não é recomendação de compra, venda ou preço — decisão comercial exige o seu contexto de custo, contrato e prazo.

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